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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Dieta Vegana X Dieta Onívora

 Fonte: http://vista-se.com.br/redesocial/dieta-vegana-x-dieta-onivora/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+vista-se+%28Vista-se%29
 
Não sou nutricionista nem médico, sou apenas um futuro biólogo com uma certa experiência em esportes de resistência e como todo bom vegano, um tanto quanto autodidata em nutrição. Mesmo assim gostaria de compartilhar com todos a minha visão sobre a dieta vegana em relação à onívora, sob o aspecto estritamente nutricional. Muitos veganos, talvez até a maioria, defendem que a dieta vegana seja mais saudável que a onívora e do outro lado temos os onívoros defendendo arduamente o contrário.
Pois bem, eu discordo de ambos os lados. Há algum tempo defendo que as duas dietas são equivalentes, não existe uma mais saudável que a outra. Do ponto de vista nutricional as duas dietas desde que sejam balanceadas são igualmente saudáveis, novamente, é simplesmente uma questão de equilíbrio, a chave de tudo na vida!
Muitos devem estar se perguntando onde, eu como vegano, estou querendo chegar. Na verdade quero esclarecer que tentar promover o veganismo a partir de declarações equivocadas de que a dieta vegana é nutricionalmente mais eficiente que a dieta onívora é um grande erro. Primeiramente, porque não existe qualquer comprovação científica disto, sendo que já existem várias comprovações científicas de que ambas as dietas podem ser completamente compatíveis com os mais altos patamares de saúde e de desempenho esportivo, desde que sejam balanceadas.
Em segundo lugar, porque apesar de algumas pessoas, assim como eu, terem chegado ao veganismo em busca de uma alimentação mais saudável, dificilmente alguém permanecerá na dieta vegana para o resto da vida por um outro motivo que não seja o bem estar animal, mesmo porque, qualquer outro motivo é secundário.
Por isso, é que considero um desperdício de energia tentar promover o veganismo através do argumento de que a dieta vegana é a mais saudável. Porque para promover o estilo de vida vegano, nós não precisamos que a dieta vegana seja superior, basta que ela seja tão boa quanto!
Esse, talvez seja nosso maior argumento, pois se, adotando a dieta vegana é possível obter os mesmos índices de saúde e desempenho físico que a dieta onívora balanceada, então qual o sentido de continuar derramando sangue e proporcionando tanto sofrimento aos animais? Esse deve ser o enfoque principal em defesa e promoção do veganismo, não tanto o valor nutricional da dieta vegana, mas sim os valores éticos e morais de todo um ESTILO DE VIDA VEGANO. 

Daniel Meyer

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Sobre o leite de vaca

Cada vez mais a população se consciencializa de que uma alimentação correta é essencial para a obtenção de uma melhor saúde física e mental. Surgem por todo o lado lojas de produtos naturais e muitos supermercados têm uma seção denominada de produtos naturais e mais recentemente produtos biológicos.

Somos alertados pelos órgãos de comunicação social para os perigos em que incorremos quando ingerimos gorduras saturadas sob a forma de carne vermelha e ovos, açúcar refinado ou álcool. No entanto, é interessante verificar que os lacticínios, em especial o leite, são sempre considerados alimento "perfeitos" e completos. Fornece-se gratuitamente leite às crianças em idade escolar, existindo mesmo um subsídio estatal para o efeito.

Desde muito pequenos nos ensinam que o leite é o rei dos alimentos e nos dá a proteína e o cálcio necessários para nos fazer crescer. Todos os dias nos são expostos estudos científicos sobre as vantagens dos lacticínios, estudos esses que não ousamos pôr em causa. Mas será que o leite e os seus derivados são alimentos tão benéficos quanto aparentam ser?

Estudos recentes demonstram que o leite além de não ser assim tão benéfico para a nossa saúde pode ser até extremamente prejudicial. A ingestão regular de leite de vaca tem sido associada a uma multiplicidade de desordens, que incluem alergias, asma, otites, problemas do sistema reprodutor tais como infertilidade e impotência, problemas gastrointestinais, agressividade, etc. Pesquisas realizadas nos Estados Unidos, realçaram também o fato de que as crianças amamentadas com leite materno apresentam coeficientes de inteligência bastante mais elevados do que aquelas que são alimentadas com leite de vaca e derivados. Não podemos menosprezar tais estudos, realizados por eminentes cientistas em todo o mundo. E nem sequer necessitaríamos da colaboração da ciência, se utilizássemos o nosso bom senso: qual o animal, excetuando o homem, que continua a beber leite depois de desmamado?

Porque razão nos devemos alimentar de um produto que foi concebido pela Natureza para nutrir os bezerros? Será que as características fisiológicas de um ser humano são as mesmas de um bezerro? Ao analisarmos as diferenças entre o leite materno e o leite de vaca verificamos que, apesar de ambos parecerem semelhantes em composição, existem entre eles diferenças significativas: O leite de vaca contém três vezes mais cálcio, três vezes mais proteína e dois terços mais hidratos de carbono do que o leite humano.

Estas diferenças são devidas aos diferentes padrões de crescimento a que obedece o crescimento de um bezerro e o de um bebê. À nascença, o cérebro e o sistema nervoso do bezerro estão completamente desenvolvidos, pelo que este necessita de muito mais cálcio e proteína para aumentar a sua estrutura óssea e desenvolvimento muscular. O cérebro do ser humano, contudo, aquando do nascimento, só está 23% desenvolvido, sendo os nutrientes contidos no leite materno necessários para completar o desenvolvimento do sistema nervoso central. Enquanto que um bezerro aumenta nas primeiras semanas cerca de 37 quilos, um bebê, no mesmo espaço de tempo, aumenta apenas 1 a 2 quilos. O corpo do ser humano foi concebido para crescer mais lentamente e o leite humano contribui para este processo. Outra diferença, fundamental mas geralmente desdenhada, entre os leites humano e de vaca, é o tamanho ou qualidade das suas moléculas. O leite de vaca contém proteína e outros fatores nutricionais que se podem assemelhar ao leite humano. Contudo, as moléculas do leite de vaca são maiores do que as do leite humano. Uma das possíveis conseqüências de tais diferenças é as crianças alimentadas com leite de vaca se tornarem física e emocionalmente mais passivas e dependentes. O leite humano também fornece anticorpos que evitam a proliferação de bactérias e vírus indesejáveis, imuniza o corpo contra doenças e infeções, promove glóbulos brancos fortes (células T que destroem bactérias prejudiciais) e produz B. bifidum, um tipo único de bactéria, que se encontra nos intestinos dos bebês, criando resistência a uma variedade de microrganismos. Já nos anos trinta estudos governamentais indicaram que as crianças amamentadas com leite materno tinham um índice de mortalidade infantil significativamente inferior ao das crianças amamentadas com leite de vaca.

Existem também certos fatores nutricionais que não devemos menosprezar ao considerarmos os lacticínios como alimento apropriado para seres humanos. A proteína do leite de vaca e a do leite humano são diferentes: a primeira é denominada caseína, e a segunda lactalbumina.

Apesar de o leite de vaca conter uma quantidade de proteína superior à contida no leite humano, esta é de difícil assimilação pelo nosso sistema digestivo, coagulando com freqüência e provocando problemas digestivos, dos quais o mais comum é a diarréia. A proteína do leite humano é de muito mais fácil digestão e assimilação. No que respeita a gorduras, as contidas no leite de vaca e em produtos como o queijo ou o iogurte são saturadas e de difícil digestão, contribuindo para um aumento de colesterol e ácidos gordos, substâncias que estão diretamente relacionadas com a elevada incidência de doenças cardiovasculares e cancro.

5Interessante também acerca dos lacticínios é o fato de a lactose, um açúcar simples contido no leite, necessitar para ser digerida de uma enzima produzida nos intestinos, denominada lactase. A lactase, geralmente, só é produzida até aos dois, quatro anos de idade, ou seja, durante a idade da amamentação. Apesar de em algumas raças a lactase ser produzida mesmo após os quatro anos de idade, isto acontece numa percentagem muito pequena da população, nomeadamente em povos que ingerem grande quantidade de lacticínios há muitos anos, e cujos sistemas digestivos estão completamente transformados, assemelhando-se aos sistemas digestivos dos ruminantes, criando mesmo uma espécie de rúmen característico destes animais.

Todos os pontos até aqui apresentados deveriam ser suficientes par a nos fazer refletir se o consumo de produtos lácteos nos traz na realidade benefícios ou não. Mas consideremos também o modo como o leite moderno é tratado, e a forma como os animais são alimentados e medicados (alimentação altamente artificial destinada a fazê-los produzir a maior quantidade de leite possível e medicação com antibióticos para os tratar das infeções que esta alimentação lhes provoca.). Nos anos setenta, nos Estados Unidos, foi feita a experiência de alimentar alguns bezerros com leite comercial de vaca, verificando-se que todos eles morreram após algumas semanas. As conclusões a retirar da experiência são demasiado evidentes para que seja necessário explicá-las.

Freqüentemente ouvimos dizer que os lacticínios são o principal detentor de cálcio, quando há muitos outros alimentos com quantidades de cálcio superiores, raramente mencionados, talvez por não estarem associados com este moderno mito e não darem tão grandes lucros aos seus produtores.

Alimentos como os vegetais verdes de rama ou as algas marinhas, utilizados na alimentação tradicional de muitos povos e que possuem propriedades nutritivas assaz grandes, têm quantidades de cálcio mais que suficientes para satisfazerem as nossas necessidades diárias.

Além disso, é mais importante a forma como assimilamos o cálcio do que propriamente a quantidade ingerida. É interessante notar que os países do mundo onde há uma maior incidência de osteoporose (enfraquecimento dos ossos por falta de fixação do cálcio) são precisamente aqueles onde existe um maior consumo de cálcio na forma de lacticínios. Existem tribos na África, onde as mulheres ingerem quantidades diminutas deste mineral, têm em média 9 filhos, que são por elas amamentados, e morrem por volta dos 80 anos, com toda a dentição e sem qualquer vestígio de osteoporose. Estudos mais recentes indicam que a forma como metabolizamos o cálcio está diretamente relacionada com a quantidade de proteína animal que ingerimos.

Assim, uma alimentação com um elevado teor de proteína animal, como é a alimentação moderna, afeta o metabolismo do cálcio, fazendo com que este mineral seja eliminado através da urina ou utilizado para neutralizar uma condição sangüínea mais ácida provocada pelo excesso de proteína.

A resposta para a osteoporose seria então uma alimentação com muito menos proteína e não necessariamente uma ingestão maciça de cálcio.

fonte: http://www.ahau.org/oleite.0.html

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Ácido lático e lactose: o que eles têm em comum?

FONTE: http://www.semlactose.com/index.php/2008/09/30/acido-latico-e-lactose-o-que-eles-tem-em-comum/

Escrito por Lucine, do site http://www.semlactose.com/

O tão temido ácido lático ganhou má fama pela origem de seu nome e tem nele seu único elo de ligação à lactose. Devido ao grande número de leitores que nos questionam sobre o ácido lático, os lactatos e outros ingredientes comumente adicionados em alimentos industrilizados, resolvemos abordar o tema e trazer informações que ajudem a todos na hora da compra de seus alimentos.

ORIGEM

O ácido lático foi descoberto em 1780 pelo químico sueco Carl Wilhelm Scheele, identificando-o pela primeira vez no leite coalhado. É por este motivo que seu nome possui origem na palavra leite (do latim: lac / lactis). Ele forma-se naturalmente durante a fermentação de alguns alimentos como queijos, iogurtes, molho de soja, entre outros, mas pode também ser produzido sinteticamente. Além disso, o corpo humano também produz ácido lático durante a realização de atividades físicas.

PRODUÇÃO E USO

O ácido lático é usado em uma grande variedade de alimentos como pães, bebidas, carnes, laticínios, entre outros. No entanto, é importante frisar que o ácido lático utilizado pela indústria de alimentos é obtido exclusivamete do açúcar da cana, sendo um produto 100% de origem vegetal, como explica Ricardo Moreira, engenheiro químico da PURAC, a maior produtora mundial de ácido lático para a indústria. “O ácido lático é muito utilizado para aumentar o shelf-life dos produtos, controlar o desenvolvimento de bactérias patogênicas, entre outros usos”, explica Ricardo.

LACTATOS

O lactato de cálcio e o estearoil lactil lactato de cálcio são derivados do ácido lático, e por tanto, ambos também de origem vegetal. O estearoil lactil lactato de cálcio é comumente utilizado como emulsificante em produtos de panificação.

Agora você já sabe: se você tem intolerância à lactose ou alergia às proteínas do leite e estiver consumindo alimentos com ácido lático ou lactatos, não se preocupe, pois não são eles que estarão prejudicando a sua alimentação.

O Mesmo vale aos veganos!